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Cartas

Como repartir o estudo, e qual ofício se deve escolher

Igros Kodesh, vol. 12 · carta ג'תתקיז (3917) · Rosh Chodesh Kislev, 5716 · Brooklyn · A um homem que sumira desde Rosh Hashaná

Duas perguntas antigas que ficaram sem resposta enquanto o remetente sumia. Uma delas termina numa moeda perdida no chão.

Causa estranheza que desde a sua carta de antes de Rosh Hashaná não tenha chegado notícia nenhuma sua, e em particular de como aproveitou os dias do mês de Tishrei, que é o mês geral de todo o ano, farto de todo bem, e do qual cabe ao homem levar esse bem para os demais meses do ano. E por certo suprirá isso na próxima ocasião.

Quanto ao que escreveu na sua carta de então, a respeito de uma ordem detalhada no estudo do revelado e do Chassidus, de modo geral são precisos os dois, o estudo para aprofundar e o estudo para percorrer. E o estudo para percorrer deve ser, no revelado, na parashá da semana, num tratado conforme a divisão do Shas, e nas leis necessárias na vida de todo dia. E no Chassidus, o estudo para percorrer é na parashá da semana, no Torá Or no inverno e no Likutei Torá na primavera e no verão, ou nos kuntresim impressos para as épocas fixas. E o estudo para aprofundar, tanto no revelado quanto no Chassidus, seja no lugar em que o seu coração desejar, conforme o dito conhecido de Chazal. E os detalhes disso, quer dizer, quanto tempo em cada dia e em que hora, entende-se que dependem das particularidades de cada pessoa, e por isso aconselhe-se a respeito com os de anash que são seus amigos, aí mesmo.

Quanto ao que pergunta, de que assunto deve ocupar-se, entende-se que, se Hashem yitbarach o dotou do dom do chinuch e da influência sobre o próximo, cabe aproveitar esse presente. E, para aproveitá-lo na medida maior e melhor, se apenas for possível vale a pena esforçar-se por que dali venha também o sustento material. Porque, para quem recebe, não há diferença tão grande se aquele que faz o faz apenas pela coisa em si ou também para o próprio sustento. E é conhecido o dito de Chazal, no Sifrei, de que aquele que perde uma moeda e um pobre a encontra cumpriu com isso a coisa da tsedaká.

E é simples que tudo isso vem além dos três shiurim iguais para toda alma, das ordenações do meu sogro, o Rebe, no Chumash, nos Tehilim e no Tanya, os conhecidos, que por certo o senhor guarda.

Com brochá de boas notícias em tudo o que ficou dito.

Nota editorial. Tradução para o português a partir do texto hebraico publicado em Igros Kodesh, vol. 12, carta ג'תתקיז (Kehot). O original pode ser conferido na Biblioteca Chabad Lubavitch. Abreviaturas e referências foram abertas onde era preciso para a leitura. Não substitui o texto hebraico nem a consulta a um Rov em questões pessoais.