Contra esses pensamentos não se guerreia, deles se desvia
A uma mulher perseguida há anos por pensamentos que a atrapalham. Ela escreveu que se esforça por vencê-los, e é justamente aí que está o erro.
Em resposta à sua carta de 2 de Iyar, na qual escreve a respeito de pensamentos que às vezes a atrapalham, e que começaram alguns anos atrás, e pede o meu parecer.
E entende-se, e é simples, que é claro que neles não há substância nem existência coisa nenhuma. E por certo também a senhora mesma se convenceu disso, pois desde que os pensamentos começaram viu na prática, e com os próprios olhos, o chesed e a brochá de Hashem yitbarach, na construção de uma casa em Israel sobre os fundamentos da Torá e das mitsvot, o que é das coisas mais essenciais e é o principal na vida do homem e da mulher de Israel.
Só que, em coisas que dependem do pensamento, o primeiro conselho é tirar o pensamento. E tirar o pensamento não quer dizer guerrear contra o pensamento indesejado, e sim voltar o pensamento para outra coisa. E melhor ainda voltar o pensamento para assuntos do judaísmo, pois então um pouco de luz afasta muita escuridão. E não como escreve, que se esforça por vencer o pensamento, porque guerrear numa coisa dessas é o contrário de tirar o pensamento.
É acertado que mandem examinar as mezuzot da casa, e também os tefilin do seu marido, caso não tenham sido examinados nos últimos doze meses. E que a senhora guarde o bom costume das filhas de Israel, de separar para tsedaká antes de acender as velas em toda véspera de Shabat e de yom tov, e que faça o mesmo também em todo dia útil, antes de dizer alguma tefilá pela manhã. E entende-se que tudo isso deve ser bli neder.
E entende-se também, e é simples, que acostumar-se a pensar no bitachon em Hashem yitbarach, criador do mundo e seu condutor, acrescenta nas brochot de Hashem yitbarach e no êxito em tudo o que for preciso. E esse fortalecimento precisa vir sem ligação nenhuma com os pensamentos indesejados, dos quais é preciso tirar o pensamento, e sim de uma visão de mundo judaica e de tradição.
Menciona na sua carta que trabalhou no ensino, como formada do seminário. E espero que aproveite os seus dons nisso também agora. Se não tiver tempo para um cargo de tempo inteiro, ou ao menos de tempo parcial, então ao menos de tempo em tempo, e com frequência, na difusão do judaísmo de tradição em geral, e entre a mocidade e as crianças em particular, pois é isso o que a hora exige e obriga.
Com brochá de boas notícias em tudo o que ficou dito.
ו'תתמז
ב"ה, ה' אייר, תשי"ט
ברוקלין.
ברכה ושלום!
במענה למכתבה מב' אייר, בו כותבת אודות מחשבות אשר לפעמים מבלבלות אותה, והתחלתן היו לפני כמה שנים, ושואלת דעתי בזה.
ומובן וגם פשוט שברור הוא שאין בהן כל ממש ומציאות כלל וכלל, ובודאי גם היא עצמה נוכחה בזה, שהרי מאז התחילו המחשבות ראתה חסדי השי"ת וברכתו בפועל במוחש בבנין בית בישראל על יסודי התורה והמצוה, והרי זהו מהענינים הכי יסודים והם עיקר בחיי איש ואשה הישראלים, אלא שבענינים התלוים במחשבה, העצה הכי ראשונה היא היסח הדעת, והיסח הדעת אין ענינו ללחום עם המחשבה בלתי רצוי' אלא להפנות את המחשבה לענין אחר, ומה טוב להפנות המחשבה לעניני יהדות, שאז מעט אור דוחה הרבה חשך, ודלא כמו שכותבת שהיא משתדלת להתגבר על המחשבה, שהרי מלחמה בענין האמור הוא היפך היסח הדעת.
ומהנכון אשר יבדקו את המזוזות בדירתם וכן את התפילין של בעלה שי' באם לא נבדקו במשך שנים עשר חדש האחרונים, והיא תשמור על מנהגן הטוב של בנות ישראל להפריש לצדקה קודם הדלקת הנרות בכל ערב שבת וערב יום טוב, וכן תעשה גם בכל יום חול קודם שתאמר איזה תפלה בבקר, ומובן שכל זה צריך להיות בלי נדר.
וגם מובן ופשוט, שההתרגלות במחשבה על דבר בטחון בהשם יתברך בורא עולם ומנהיגו [שההתחזקות בזה צ"ל מבלי כל קשור בהמחשבות בלתי רצויות, שצריך להסיח דעת מהן, כי אם מהשקפת עולם יהודית מסורתית], מוסיפה בברכות השי"ת והצלחתו בכל הדרוש.
מזכירה במכתבה שעבדה בשטח ההוראה כבוגרת דסמינר, ותקותי שמנצלת
כשרונותי' בזה גם עתה, באם אין זמנה בידה למשרה מלאה או עכ"פ חלקית, הנה עכ"פ מזמן לזמן ולעתים תכופות בהפצת היהדות המסורתית בכלל ובתוככי הנוער והקטנים ביחוד, שהרי דרישת והכרח השעה היא בזו.
בברכה לבשו"ט בכל האמור.